Enquanto ela me contava sobre quando se apaixonou pelo céu
Eu a sentia por dentro,
Pude sentir suas ondulações de umidade aquecida
Comprimindo meus dedos longos
Que captavam suas pulsações em preenchimento súbito,
Era quase como tocar a mim mesma.
Ela delineou a sensação de tocar o céu com suas próprias mãos
Enquanto meus olhos devoravam as constelações
Que brilhavam em furta cor por todo seu corpo
A vi sendo oceano profundo, meu mergulho em águas turvas
Na contramaré senti minha pele retaliada sendo reconstruída
Como uma serpente que troca de pele, me vi texturizada e refeita.
Entre o céu dela e o meu oceano,
Os triângulos dela e minha árvore seca
Há as infinitas indefinições das nossas reticências ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário